25/12/2025

O QUE FAZER COM O MENINO QUE NASCEU?

 


No dia em que celebramos o nascimento de Jesus, o Menino que mudou a história, somos convidados a ir além da data e fazer uma reflexão mais profunda:
o que fazemos com os meninos e meninas que continuam nascendo todos os dias?

Jesus nasceu frágil, dependente de cuidado, proteção e amor.
A Bíblia deixa claro que a vida não começa apenas para existir, mas para ser guardada.

“E o menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.”
(Lucas 2:40)

Jesus cresceu porque houve cuidado. Houve responsabilidade.

Durante seu ministério, Jesus nunca ignorou as crianças. Ele as colocou no centro do Reino:

“Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus.”
(Marcos 10:14)

Hoje, porém, muitas crianças são impedidas — não de chegar à igreja apenas, mas de viver uma infância segura.
Sofrem não só pela falta de recursos, mas pela ausência emocional, pelo egoísmo dos adultos, por lares quebrados sem responsabilidade, por abusos silenciosos que acontecem onde deveria haver proteção.

A Bíblia é firme ao tratar da responsabilidade dos adultos:

“Quem escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho.”
(Mateus 18:6)

Defender a vida não termina no nascimento.
Não é só livrar do aborto.
É proteger depois que o menino nasceu.

A Palavra também alerta sobre o cuidado dentro do lar:

“Pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.”
(Efésios 6:4)

Quando adultos escolhem seus próprios desejos sem considerar o impacto sobre os filhos — separações mal conduzidas, negligência, falta de presença e diálogo — quem paga o preço são os pequenos.

Jesus nasceu em um lar simples, mas com compromisso diante de Deus:

“José fez como o anjo do Senhor lhe ordenara.”
(Mateus 1:24)

Celebrar o Natal sem olhar para as crianças que sofrem hoje é esvaziar o sentido do nascimento de Cristo.

A Bíblia resume isso com clareza:

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações.”
(Tiago 1:27)

A pergunta permanece viva e urgente:
O que estamos fazendo com o menino que nasceu?
Que tipo de cuidado estamos oferecendo?
Que tipo de adultos estamos sendo?

O Natal não é apenas sobre um menino que nasceu em Belém.
É sobre como tratamos todas as crianças depois que elas nascem.

Porque, segundo o próprio Jesus:

“Quem recebe uma criança em meu nome, a mim me recebe.”
(Mateus 18:5)

Onde uma criança é cuidada, protegida e amada, o Reino de Deus está presente.

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